Mês de Julho foi o 3.º mais quente desde que há registos, dizem especialistas

O mês de julho foi o terceiro mais quente desde que há registos, ficando apenas atrás dos anos de 2019 e 2016.

As temperaturas elevadas atingiram várias regiões da Finlândia aos Estados Unidos, afirmaram cientistas da União Europeia.

É o mais recente marco da tendência de aquecimento global que se tem verificado nos últimos sete anos, à medida que as emissões de gases de efeito estufa continuam a ter impacto no clima do planeta.

“Quando olhamos para as temperaturas globais, há oscilações de ano para ano ou mesmo de mês para mês”, explicou à Reuters Freja Vamborg, cientista do Copernicus Climate Change Service, à Reuters.

“Mas, em última análise, o que vemos subjacente é uma tendência de aquecimento global e na maioria das regiões do mundo”, explicou.

Julho deste ano empatou com julho de 2020 como o terceiro mais quente já registado, atrás de julho de 2019 e julho de 2016, comunicou a entidade europeia. Foi o segundo mês de julho mais quente já registado na Europa, depois de 2010.

Os registos do Copernicus tiveram início em 1950, mas são verificados de forma cruzada com outros conjuntos de dados que remontam a meados do século XIX.

Várias regiões foram afetadas por fenómenos climáticos extremos no mês passado e é consensual entre os cientistas que o aquecimento global está a tornar as ondas de calor cada vez mais frequentes e severas. Além disso, um planeta mais quente masi ter mais fenómenos de chuvas torrenciais.

O calor recorde nos EUA e Canadá, que começou em junho, matou centenas de pessoas e gerou incêndios florestais. Na China, Bélgica e Alemanha, chuvas torrenciais provocaram cheias de grande dimensão, tirando vidas e trazendo muitos prejuízos materiais.

O norte da Austrália registou também a sua maior temperatura máxima diária no mês passado, enquanto as temperaturas no norte da África foram mais altas do que o normal “em quase todos os locais”, informou o Copernicus Climate Change Service.

Ralf Toumi, co-diretor do Grantham Institute sobre alterações climática do Imperial College London, disse que as recentes vagas de calor recorde não são nenhuma surpresa, dado o padrão de longo prazo de aumento das temperaturas.

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