Irão está a reforçar maior central de enriquecimento de urânio do país, alerta AIEA

O regulador nuclear internacional revela que o país continua a reforçar as suas capacidades de enriquecimento de urânio, em violação do acordo de 2015.

Num relatório enviado aos seus Estados-Membros, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) avançou que o Irão começou a instalar centrífugas avanças IR-6 na sua maior instalação de enriquecimento de urânio, que foi construída debaixo do solo, de acordo com a ‘Reuters, presumivelmente para protegê-la de potenciais ataques aéreos.

A AIEA aponta que o país já comunicou que pretende continuar a expandir as suas instalações de natureza nuclear, o que já levou os 35 países membros da agência a passarem uma resolução que censura o governo de Teerão por não avançar explicações sobre os indícios de urânio que têm sido captados pelos equipamentos de monitorização da agência.

O foco do Irão tem sido na expansão da sua maior central de enriquecimento de urânio, localizada em Natanz, a cerca de 300 quilómetros a sul da capital.

Em linha com o acordo nuclear iraniano, conhecido como JCPOA (‘Joint Comprehensive Plan of Action’), de 2015, o Irão só poderia usar centrífugas IR-1, uma medida que tem como objetivo frustrar o desenvolvimento de armas nucleares por esse país. Contudo, quando em 2018 o Presidente norte-americano Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo, Teerão começou a instalar centrífugas mais avançadas, que lhe permitirão um processo mais rápido e otimizado do enriquecimento de urânio.

O JCPOA foi estabelecido em 2015 entre o Irão, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, França, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos) e a Alemanha. A União Europeia também é parte desse acordo.

No entanto, o mesmo órgão de comunicação social informa que os planos para instalar esses equipamentos mais avançados estiveram suspensos durante meses, mas o Irão agora dá-lhes seguimento.

O relatório da AIEA revela que esse país pretende continuar a dotar a sua instalação de enriquecimento de mais maquinaria avançada, fortalecendo, dessa forma, a capacidade iraniana para desenvolver armamento nuclear.

De recordar que esta quarta-feira, o Irão limitou ainda mais a capacidade de monitorização da AIEA no país, tendo retirado duas câmaras de uma instalação com capacidade nuclear que não foi identificada.

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