Espanha retém água do Tejo e deixa agricultores portugueses desesperados

Espanha não liberta água a um ritmo constante para manter um caudal mínimo para captação de água no rio Tejo, o que está a provocar escassez e a deixar desesperados os agricultores de Abrantes e Constância, que desde a semana passada não conseguem retirar do rio o suficiente para regar os campos, noticia o Correio da Manhã.
“A situação é recorrente, mas agrava-se nesta altura em que as culturas de milho, girassol, amendoeiras e olival mais precisam de água. Após seis dias sem rega algumas destas culturas já estão a morrer e os agricultores temem uma perda total”, disse ao Correio da Manhã o presidente da Associação dos Agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação, Luís Damas.

A origem do problema, como explica o dirigente ao jornal, “está na barragem espanhola de Alcântara que gere o fluxo de água do Tejo que entra em Portugal e que está vocacionada para a produção de eletricidade e o lucro. Só libertam o volume de água a que estão obrigados semanalmente na altura em que, monetariamente, lhes é mais conveniente. Ou seja: podem libertar toda a água de uma semana num só dia, e nenhuma nos seis dias seguintes”.

A água do Tejo é usada para regar mil hectares de terrenos cultivados por mais de 150 agricultores entre Abrantes e Constância. “Se o Governo português não conseguir um acordo com Espanha que obrigue a um nível de água todos os dias, vai ser uma catástrofe”, diz ainda ao jornal Luís Damas, apelando ao Ministério do Ambiente que avance com um projeto de retenção de água do rio Ocreza, que desagua no Tejo entre as barragens do Fratel e de Belver.





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