Amesterdão vai tornar-se na primeira cidade do mundo a proibir anúncios de voos mais baratos ou de carros a gasolina

Amsterdão vai tornar-se na primeira cidade do mundo a proibir anúncios de empresas de aviação e de veículos movidos a combustíveis fósseis, avança o ‘Euronews’.

Assim, todos os anúncios sobre passagens aéreas mais baratas, por exemplo, ou carros a gasolina com preços mais atrativos, passam a estar proibidos. A medida faz parte do plano da cidade de defender opções de energia mais verdes.

De acordo com o município, a proibição aplica-se apenas a produtos que destacam o uso de combustíveis fósseis, e não a empresas que oferecem esses produtos em geral.

“Queremos ser uma cidade onde a energia é usada com moderação, onde a energia só é gerada de forma sustentável e onde as matérias-primas e materiais são reutilizados indefinidamente. Desta forma, a Comissão pretende reduzir as emissões de CO2 em Amsterdão em 55% até 2030. A publicidade que permitimos na cidade deve refletir essa ambição”, disse Marieke van Doorninck, vereadora de sustentabilidade da cidade.

A nova lei segue os movimentos liderados pela iniciativa Reclame Fossielvrij (Publicidade livre de combustíveis fosseis). O grupo coordenou uma carta, assinada por mais de 50 organizações locais, a exigir que Amsterdão se tornasse livre deste tipo de combustíveis.

“A decisão de proibir a publicidade de combustíveis fósseis chega num momento crucial na luta contra as alterações climáticas”, afirma Femke Sleegers, coordenadora do Reclame Fossielvrij, citado pelo ‘Euronews’.

Segundo a responsável, “anúncios que retratam os combustíveis fósseis como normais agravam a perturbação climática e não têm lugar numa cidade – ou país – que cumpre com o Acordo de Paris” (corte de emissões).

Embora a campanha holandesa tenha como alvo apenas a capital, há sinais de que essa mesma iniciativa possa espalhar-se para outras grandes cidades da Holanda, como Haia, Rotterdam e Utrecht.

Em toda a Europa, têm surgido várias campanhas populares contra a publicidade de combustíveis fósseis, que receberam apoio público significativo.

Em França, por exemplo, a Resistance to Advertising Aggression Network (Résistance à l’Agression Publicitaire) produziu um relatório, no qual expressava a urgência de leis semelhantes em França para combater a publicidade de combustíveis fósseis.

No Reino Unido, a Badvertising Campaign também luta pela proibição da publicidade de combustíveis fósseis, através de estratégias semelhantes às campanhas anteriores contra anúncios de tabaco, que se tornaram ilegais no país em 2007.

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