Alterações climáticas estão a ameaçar o futuro das maçãs

Primaveras mais longas e quentes estão a fazer aumentar a incidência da praga mais temida dos pomares e a prejudicar a produção de vários frutos, um fenómeno decorrente das alterações climáticas.

O futuro dos frutos, nomeadamente as maçãs, está ameaçado com as alterações climáticas, escreve a Bloomberg, que relata um caso exemplificativo nos EUA. Um casal de agricultores plantou uma nova colheita de maçãs e apenas algumas semanas depois, detetou fogo bacteriano, uma ‘doença’ que se espalha facilmente e que pode dizimar pomares inteiros.

Este problema não é novo, como explica a Bloomberg, mas intensificou-se com as alterações climáticas, que trouxeram primaveras mais longas, quentes e chuvosas. O que antes era raro passou a ser uma preocupação constante de agricultores que cultivam maçãs e outros frutos, como peras.

Em Portugal, o Governo tem um Plano de Ação Nacional para o Contro do Fogo Bacteriano, depois de, em vários anos, terem sido detetados focos de infeção. “Em 2006, foram detetados na região Centro de Portugal, dois focos de infeção de Fogo bacteriano, em pomares de macieiras e pereiras, situados na Póvoa da Atalaia e em Vale de Prazeres no concelho do Fundão, tendo todos os vegetais infetados sido arrancados e destruídos, bem como os vegetais hospedeiros circundantes”, refere o documento.

No ano de 2011 a doença voltou a ser detetada na região Centro, desta vez em pomares de macieiras localizados nos concelhos da Guarda e pela primeira vez na região do Alentejo e em Lisboa e Vale do Tejo. “Para todos os focos de infeção detetados, em 2010 e em 2011, foram aplicadas as medidas fitossanitárias legalmente estabelecidas com vista à sua erradicação”, refere o documento.

Esta doença ocasiona estragos, principalmente em macieiras, pereiras e marmeleiros, acarretando graves prejuízos económicos. “É importante a observação dos primeiros sintomas e a destruição dos vegetais infectados, tendo em conta que são os meios mais efetivos para o seu controlo e erradicação”, pode ler-se no Agrozapp, plataforma de apoio à agricultura.

 

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