Tomada de posse nos EUA. Conheça 5 factos fascinantes sobre a história desta cerimónia

A cerimónia de tomada de posse do 46.º Presidente dos Estados Unidos da América irá decorrer hoje à tarde na cidade de Washington. Milhões de pessoas irão assistir – através da televisão – a este momento icónico que marca a democracia deste país. É um ritual antigo com uma história vasta que tem sido cumprido religiosamente ao longo das décadas.

Sendo certo que este ano tudo será um pouco diferente devido à pandemia covid-19 e à ausência do ainda atual presidente Donald Trump, a verdade é que serão respeitados os principais momento que marcam a cerimónias, tais como o juramento e o discurso do novo presidente.

[Leia também: Sabe quais foram os presidentes mais velhos da história dos EUA? Conheça-os aqui]

Conheça agora alguns dos principais factos e curiosidade que marcam este ritual democrático nos EUA, explicadas pelo portal History.

 

  1. A Bíblia

Durante a cerimónia de tomada de posse um dos momentos mais icónicos é o juramento que cada novo presidente faz de cumprir e respeitar a Constituição americana. Este juramento é simbolicamente representado com o presidente a colocar a sua mão sob a Bíblia.

Esta tradição começou logo na primeira tomada de posse com George Washington. Desde então todos os presidentes – com exceção de Theodore Roosevelt – cumpriram este ritual. Em muitos casos o juramento é feito com a Bíblia aberta numa determinada página escolhida por conter um verso importante para o presidente. Em outros casos, o juramento é feito com a Bíblia fechada.

 

  1. O discurso de tomada de posse mais curto da história

George Washington foi responsável pelo discurso mais curto de sempre no dia da sua tomada de posse (Inauguration Day) em março de 1793. Correspondeu ao discurso do seu segundo mandato e foi composto ao todo apenas por 135 palavras!

 

  1. Foi a cerimónia responsável pela morte de um presidente?

Este é um dos acontecimentos mais polémicos da história dos EUA. Apesar de estar prevista uma enorme tempestade de neve (para o dia 4 março de 1841), o presidente William Henry Harrison optou por não adiar o seu dia de tomada de posse. Recusou igualmente que a cerimónia decorresse dentro de portas e não no exterior, como manda a tradição.

Assim, Harrison discursou durante mais de duas horas num dos dias mais frios do ano, sem vestir um casaco, cachecol ou chapéu. Uns dias após a cerimónia foi diagnosticado que Harrison estava com uma pneumonia.

O presidente viria a falecer apenas 31 dias após a sua tomada de posse. Ficaria para a história como o presidente com o mandato mais curto de sempre.

 

  1. Um discurso embaraçoso de um vice-presidente

No passado o vice-presidente fazia o seu juramento numa das salas do Congresso, no entanto agora esta ocasião é também realizada no mesmo dia e local que a do presidente. O vice-presidente faz assim o seu juramento e um discurso curto antes do “evento principal”. Normalmente tudo corre bem, mas em 1865 verificou-se uma exceção.

O então vice-presidente Andrew Johnson não se estava a sentir particularmente bem de saúde nas semanas que antecediam a cerimónia. Como tal, de forma a conseguir estar nas melhores condições no dia do juramento, Johnson optou por beber uns quantos copos de Whiskey antes do seu discurso. Escusado será dizer que assim que chegou ao púlpito todos perceberam que estava bêbado. O seu discurso foi totalmente incoerente e estranho. Teve que ser literalmente puxado para abandonar o púlpito.

 

  1. O presidente é apenas obrigado a recitar um conjunto especifico de palavras

De forma considerada por muitos surpreendente a Constituição americana não define muitas regras e indicações sobre a forma como a cerimónia deve decorrer. Para além da definição da data e hora a que a tomada de posse deve decorrer, a Constituição apenas define as exatas palavras que devem ser usadas pelo presidente no seu juramento.

A frase que deve ser afirmada é a seguinte: “I do solemnly swear (or afirm) that i will faithfully execute the Office of President of the United States, and will to the best of my ability, preserve, protect and defend the Constitution of the United States”

 

 





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